segunda-feira, 21 de novembro de 2011
Intelligentia (Poema)
Eu já estou até às tantas
Com tantas e tais inteligências
Que irrompem e explodem dos bueiros!
É o propalar de um atoleiro vozerio
Um ruminar de todo mundo
Que diz querer o mundo salvar
Omite, entretanto, egoísta
Que é o seu particular
individualista íntimo
A pretender salvaguardar
seu mesquinho universo único.
DG
.
segunda-feira, 24 de outubro de 2011
quarta-feira, 19 de outubro de 2011
Sino (Poema)
O Pedrinho agora na sombra
não tem sombra... assombra
O Pedrinho agora sobra
nas lembranças de outrora
Entorna o Pedrinho sobre mim
Entorna o Pedrinho sobre ti
Entorna que ele torna
e retorna e a sombra
outra vez... mais uma vez
- Pedrinho! Venha cá, menino!
Eita criança levada
Não vê que é só um sino
e suas treze badaladas?
Vem que tá na hora
na sua hora!
Pedrinho...
DG
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quinta-feira, 13 de outubro de 2011
Salvação (Poema)
a celebração no auge
do alto da torre
que protege e encarcera...
celebrar no que tange e encerra
de dia a luz;
na noite esculpida em granito
por doces bárbaros,
por gritos,
por entalhes
e atalhos
nos talhos d'alma lúgubre...
e insiste e assiste e ampara e nega,
depois um'outra vez...
e noutra implora e pede e roga
por
sal
va
ção.
DG
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segunda-feira, 19 de setembro de 2011
Tempo tempo tempo tempoooo (Poema)
E o tempo não se esgota quando quer falar de si. Promove debates, embates, achincalha-se para se autopromover.
Reduz, amplia, assume e some.
E o minuto da dor? E o minuto do micro-ondas? E o minuto na sala de espera?
Por que é tão maior que o minuto pra concluir uma prova? E quão reduzido é o minuto pra se arrumar? E esse minuto que antecede uma apresentação (ele voa)?
Que relógios contam o minuto quando o tempo está contra a gente? Que relógios milagrosos dão ao minuto 3600 segundos quando não precisamos dele e apenas um nanosegundo quando um tempo largo é tudo pelo que daríamos a vida?
perco um tempo
peço um tempo
posso um tempo
passa um tempo
pende o tempo
preme o tempo
parco o tempo
pinta o tempo
[ex]põe o tempo
[es]panta o tempo
[em]paca o tempo
[em]pala o tempo
DG
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Ca-O-s-ên-Cia (Poema)
ausência, mudez
desordem do que não está
do que nem pode ser
dedos que não acham superfície
abstracionismos
abstratos abismos
abre extratos de si mesmo
abranda tudo que se transforma
e amorna
amora silvestre, veneno
na ausência, cativo
presença, subversivo
fim que não começa
caos desde sempre
causa esse desdenhar
de coisas rotas
das rotas das coisas...
DG
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