domingo, 7 de agosto de 2011

Cíclica gênese (Poema)





Não fiques! Nem fixes! Não sejas!
Nem estejas, sugiro

Seu giro dá mais pr'outra volta
Revoltas? Prá quê? Seja leve
Releve, do que for, tudo quanto
Por enquanto, pairar no ar

Paira "noir" um "dejá vu" nonsense

Não sentes? Silente... ouvido
Ou vidro rompendo, barulho
Arrulho e um voo
Eu vou! Você não?
Se não, não me impeças

Não peças! Não quero! Não sou!

Estou. Aqui, você agora
Lá fora um mundo novo
Do ovo, estouro a casca
Descasca a pele. O pelo, penugem
Ressurgem. Renasço. Revelo

Desvelo no breu virgem

A origem da epifânica santidade
Sem ti, idade, sou translúcido
Tão lúcido, rarefeito
Raro efeito da branca bruma
Pluma de neve inventa a nova era glacial...


DG
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Um comentário:

  1. que delícia de poema! ás vezes penso tb q não sou, mas que soul.

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